Preview in a Box: Temporada de Outono 2016

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Nova temporada, novo post de uma série que devia acontecer entre um período de quatro meses mais de um ano depois.  A vida é cheia de surpresas, improvisos e desvios que fazem as coisas não serem exatamente como nós esperávamos. Assim como nos animes. Uma temporada nova é sempre um parque de diversões aberto com vários brinquedos novos a serem testados. Nem todos são tão legais quanto imaginávamos, mas outros conseguem nos surpreender. O importante é sempre estar disposto a querer se divertir.

A temporada de outono 2016 parecia ser uma daquelas que dependia de grandes nomes da indústria, obras consagradas e sequências, e que talvez não surpreendesse ninguém com seus títulos de sucesso. Esse talvez seja realmente o caso, embora a qualidade de alguns, mesmo já esperada, ainda consiga surpreender. O que se destaca aqui é a qualidade de animação e de diferente estilos, combinados com uma direção forte, que demonstram o potencial que há nos animes e a da era em que vivemos. Novos talentos sempre irão surgir para inovar, assim como um novo público com uma nova demanda, e é possível que os interesses conversem entre si para que novos produtos mantenham sua qualidade sem que o fator comercial seja um obstáculo. Não importa se o apelo da obra seja claramente para um público específico, a qualidade dela não é limitada ou ditada por ele. Há sempre pessoas competentes o suficiente por trás fazendo aquilo funcionar em vários níveis para que o interesse do público geral se mantenha.

Dito isso, para aqueles que querem ir com precaução e preferem economizar seu tempo, ou porque se contentam em acompanhar um título ou outro, nesse post iremos comentar o que achamos dos animes da temporada até agora e o que parece ser ou não promissor. Cada um de nós dará sua opinião pessoal e o direito de discordar é livre, então por favor comente caso tenha uma opinião contrária ou até mesmo se deseja recomendar algo que passou batido aqui.

Índice:

Shuumatsu no Izetta
Occultic;Nine
Yuri!!! on Ice
Sangatsu no Lion
Flip-Flappers
Udon no Kuni no Kiniro Kemari
Drifters
Watashi ga Motete Dousunda
Gi(a)rlish Number
Digimon Universe: Appli Monsters
Mahou Shoujo Ikusei Keikaku
Long Riders
Shakunetsu no Takkyuu Musume
Stella no Mahou
Touken Ranbu Hanamaru
Idol Memories
Soushin Shoujo Matoi
ClassicaLoid
WWW.Working!!
Lostorage Incited WIXOSS
ViVid Strike!
Brave Witches
Mobile Suit Gundam: Tekketsu no Orphans 2nd Season

 

Shuumatsu no Izetta

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Estúdio:  Ajia-Do
Direção: Fujimori Masaya
Roteiro: Yoshino Hiroyuki
Número de episódios: 12
Ambientado numa segunda guerra mundial alternativa, a princesa de um pequeno país precisa salvar seu povo de um iminente ataque. Para isso, ela conta com a ajuda inesperada de uma bruxa.

Dimentioluc

Existem diversos anime de segunda guerra e adicionar elementos mágicos ao evento não é uma forma exatamente inovadora de retratar esse período numa obra, mas Izetta consegue ser original e autoral mesmo assim, principalmente pela caracterização das suas personagens e seus relacionamentos.

Finé, a princesa, e Izetta, a bruxa, formam a dupla principal da série e possuem uma dinâmica interessante. Da princesa que se sacrificaria pelo povo e da bruxa que se sacrificaria pela princesa. É uma história que parece que vai muito mais usar o contexto histórico para gerar desenvolvimentos das protagonistas do que exatamente se focar nas políticas de guerra.

No geral, é um anime bonito e que retrata bem o período. Destaco as ambientações, armas e veículos. Única apreensão é o histórico do roteirista em sabotar suas próprias séries, mas, ao menos no começo, Izetta deixa uma boa impressão por ser um anime de guerra não focado apenas no militarismo.

Raizon

Às vezes um escritor se torna tão infame que o próprio fato que seu nome está envolvido em uma obra nos deixa cautelosos. Yoshino Hiroyuki é conhecido por obras como Guilty Crown, Vividred Operation e Seikon no Qwaser. Além de estar envolvido em inúmeros outras obras, provavelmente com o maior nome sendo Code Geass. Mesmo seus trabalhos menos criticados como Mai-Hime sofrem de desenvolvimentos dispensáveis, furos no roteiro e momentos deus ex-machina.

Mas ignorando Yoshino, o anime teve um ótimo começo. Finé é uma personagem heróica e valente, sem seguir o estereótipo de princesa. Considerando que o arquétipo nesse tipo de cenário é ser um símbolo político para ser protegido, é interessante ver a história ser trabalhada com uma personagem mais eficiente.

Ainda não se sabe muito sobre Izetta, fora sua devoção à Finé. Mas na cenas de ação, é a personagem que brilha. Izetta é uma bruxa, mas ao invés de montar uma vassoura, monta um rifle de guerra. Em geral, o modo como utiliza sua magia é original e imaginativo, o que combina com o conceito diferente do anime. E como não podia deixar de comentar, pelas imagens promocionais, muitos se perguntaram se o anime iria trabalhar um romance entre as duas protagonistas. Essa é sempre uma questão complicada quando se trata de anime. Yoshino, porém, criou um dos maiores ícones yuri da década passada em Natsuki e Shizuru, embora de forma controversa, e sendo um caso “se tornou canon por suporte dos fãs”.

No geral, Shuumatsu no Izetta mostrou dois primeiros episódios fortes e pode ser um dos melhores dessa temporada. Isso vai depender do quanto Yoshino aprendeu com erros passados. Ou quem sabe, talvez dessa vez terá alguém para dizer: “Não, Yoshino, não é uma boa idéia…”.

Occultic;Nine

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Estúdio: A-1 Pictures
Direção: Ishiguro Kyohei
Roteiro: Shikura Chiyomaru
Número de episódios: Indefinido
Da série Science Adventure (Chaos;Head, Steins;Gate), um grupo de indivíduos se vê conectado graças a um blog de ocultismo e juntos são guiados para um evento que pode alterar o mundo como conhecemos.

Overkilledred

Eu detesto Chaos;Head, adoro Steins;Gate e sou indiferente com Robotics;Notes. Minha expectativa com mais um título dessa série não era tão animadora e não tive interesse algum de procurar informações antes de assistir. E com uma das melhores direções de arte da temporada, Occultic;Nine foi mais uma agradável surpresa no seu aspecto visual do que, por hora, com seu enredo.

Reminiscente dos outros títulos da franquia, principalmente de Steins;Gate, o anime sofreu de um início muito caótico e um tanto atropelado. Com foco na apresentação dos seus personagens, o desenvolvimento foi confuso em algumas cenas pela transição rápida e não natural, o que fez com que cenas que teriam impacto caso contrário não tivessem, principalmente o seu final. Diferente do primeiro episódio de Steins;Gate, que é bastante similar, não houve um desenvolvimento para que o seu final fosse claro o suficiente nas consequências que terá na trama dali pra frente. Por outro lado, eu espero que não seja tão parecido com Steins;Gate. Muitos elementos ali, assim como seus personagens, berravam S;G, o que me fez especular bastante em cima do que foi apresentado até agora e qual seria o possível rumo da trama. Posso estar errado, e quero, mas temo que as semelhanças não vão ser mera impressão.

Se o ritmo do anime não frear em algum ponto, o que provavelmente será o caso dependendo do número de episódios, teremos outro Chaos;Head nas mãos. Eu realmente espero que não seja o caso, porque mesmo embora não me considere um fã da franquia, aprecio o fato dela existir. São animes divertidos de assistir com seus enredos conspiratórios cheios de reviravoltas que atiçam uma série de teorias pelos fãs.

Dimentioluc

É fácil definir os pontos fortes e fracos de Occultic;Nine, a mais nova obra da franquia Science Adventure de Chaos;Head, Steins;Gate, etc.

Primeiramente, de positivo temos uma animação linda, com um traço meio retrô, uso ótimo de cores, backgrounds detalhados e excelentes usos de câmera; uma história que pode se desenvolver em algo interessante e único para a franquia ao abordar o sobrenatural de maneira científica; e a possibilidade de desenvolvimentos interessantes para o grande cast de personagens apresentado no primeiro episódio.

Negativamente temos um excesso de personagens e eventos que tentam demais emular aspectos de S;G gerando uma sensação de repetição e medo do escritor de tentar algo diferente, deixando algumas coisas até previsíveis como o final do episódio. O pacing é meio problemático também, adaptando história demais para um episódio só deixando tudo um pouco confuso e corrido.

Occultic;Nine tem um certo potencial, mas tenho uma pulga atrás da orelha com esse anime muito pelo histórico da franquia.

Yuri!!! on Ice

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Estúdio:  MAPPA
Direção: Yamamoto Sayo
Roteiro: Kubo Mitsurou
Número de episódios: Indefinido
Katsuki Yuuri é um patinador profissional que, ao perder uma grande competição, se sente desmotivado com o esporte e decide voltar para sua cidade natal. No entanto, o seu grande ídolo aparece na sua frente e decide treiná-lo após assistir um vídeo viral no qual ele demonstra seu verdadeiro talento.

Dimentioluc

Yuri!!! on Ice é um projeto ambicioso da diretora Sayo Yamamoto (Fujiko Mine, Michiko to Hatchin), do estúdio Mappa e de todo o staff que prometeu por muito tempo um anime erótico sobre homens igual aos de bishoujo que se vê por aí.

O primeiro episódio da série conseguiu cumprir a expectativa e ir além. A série não é só fanservice, mas também tem uma história interessante e muito diferente da vista em outros anime de esporte, indo já direto no aspecto profissional, e direção/animação ambiciosas, com cenas empolgantes e belas – retratando muito bem a patinação no gelo.

Outro aspecto que me impressionou é o sentimento de modernidade e “mundo” que o anime passa. Não é dito que aquilo se passa em 2016, se sente. Desde a música de abertura até o encerramento Instagram tive essa sensação. Yuri é uma série ambiciosa sobre um protagonista com grandes pretensões, que interage com adversários do mundo todo, uma história de sair do casulo. Esse tipo de empenho em manter um tema consistente em todos os aspectos da obra mostram muito bem o cuidado que tomaram na produção.

Overkilledred

Baseado no curta Endless Night da Yamamoto Sayo para a Animation Expo, Yuri!!! on Ice é a nova sensação da temporada e provavelmente um dos maiores hits do ano.

Na onda de animes de esporte direcionado para meninas, Yuri certamente não esconde o apelo para esse público, embora seja o de menos. A animação é tão surpreendente que não deixa espaço para possíveis críticas mais pesadas sobre o seu enredo e personagens, que também merecem destaque pelo seu carisma. Os backgrounds são muito bem trabalhados e bem coloridos, com o estilo típico da diretora, que também demonstrou uma preocupação em manter tudo aquilo o mais próximo do real para um efeito maior de imersão. Mas sequência com o Yuuri patinando foi o grande destaque do episódio, que é de encher os olhos de lágrima de tão bonita. É com certeza o momento que o anime se vende e demonstra seu potencial.

Yuri!!! on Ice é um dos projetos mais ambiciosos do ano e parece cumprir bem o seu papel. Yamamoto Sayo é uma ótima diretora que sempre enriquece visualmente os seus trabalhos e consegue trazer uma animação de qualidade para carregar a temática do anime. É difícil imaginar esse anime saindo de forma tão eficaz nas mãos de outra pessoa. Por hora, não tenho ressalvas e espero que o anime consiga manter isso até o fim.

Raizon

Yuri é praticamente uma obra sem nada que geralmente me interessa (ok, é estranho escrever essa frase). Não sou fã de elenco predominantemente masculino, não tenho muito interesse em patinação e, apesar de nunca me incomodar com yaoi, não é um gênero que procuro geralmente, além de não ter curtido as obras anteriores da diretora. O motivo de começar Yuri foi basicamente curiosidade pela atenção que ele estava chamando.

Embora realmente não tem chances de se tornar um de meus favoritos da temporada, o primeiro episódio foi bem agradável. Com um estilo típico de histórias josei, o ponto forte é a interação entre personagens. Os personagens principais ainda não interagiram, mas mesmo as interações com personagens secundários são legais de se ver. Para mim foi muito mais interessante que a parte de patinação que, realmente, não consegui me importar, apesar de muito bem feita.

E para fãs de yaoi, o anime parece uma aposta segura, com uma cena que não tem motivo algum para existir fora dizer “não vamos ter romance hétero nesse anime”. Infelizmente, assim como obras mainstream com subtexto yuri, provavelmente nunca sairá de insinuações. Mas fãs de animes já estão acostumados com isso.

Se mesmo eu, que geralmente não tenho muitos motivos para gostar de obras do estilo, achei um episódio interessante, acho que é fácil entender como aqueles que fazem parte do público alvo consideraram o episódio uma obra de arte.

Sangatsu no Lion

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Estúdio: Shaft
Direção: Shinbou Akiyuki
Roteiro: Yukito Kizawa
Número de episódios: 23
Rei Kiriyama é um jogador profissional de Shogi com apenas 17 anos e já conseguiu sua independência. Entretanto, sua lado emocional ainda é instável e sofre ao lidar com sua disfuncional família adotiva e seus colegas de profissão. Mas Rei encontra o conforto familiar que sempre desejou numa família de três irmãs.

Dimentioluc

A Shaft é um estúdio famoso por seu estilo de direção e animação bem característico, com muitos cortes rápidos, “simbolismos” e ângulos diferentes do normal. Aliar isso à adaptação dum mangá realista de Chika Umino, autora de Hachimitsu to Clover, deu certo? Pela estreia diria que, ao menos, é interessante. Sangatsu em 25 minutos não abusa demais dos truques típicos da Shaft, mas ainda é claramente uma série do estúdio. Com uma estética minimalista, tanto visualmente quanto narrativamente, somos inseridos lentamente numa história sobre solidão, adolescência e família. O maior destaque é a capacidade de se apresentar sem precisar de longas narrações expositivas artificiais. Simplicidade e sutileza definem bem o interessante primeiro episódio.

Overkilledred

Eu já me considerei um fã da Shaft e do seu principal diretor, Akiyuki Shinbou, mas assim como todo mundo eventualmente cansa dos filmes do Tim Burton, percebi que aquele estilo se repetia em todas as obras, indiferente ao tipo de narrativa, e comecei a vê-lo com escárnio. Já lia 3-gatsu no Lion e sabia o que esperar da obra, então foi preocupante quando vi que sua adaptação seria pela Shaft por cair no problema citado acima. Mas o anime teve esse estilo bem dosado e a direção adicionou alguns elementos interessantes para o enredo. O minimalismo típico da Shaft condiz com o tipo de narrativa que está sendo contada, assim como as representações simbólicas dos sentimentos do protagonista.

3-gatsu é sobre depressão e como um garoto solitário lida com problemas adultos. Ele já ganhou o status de vida independente e não precisa interagir com colegas de classe ou até mesma com sua família adotiva, mas ele ainda sofre como um adolescente comum. Ele quer manter laços de amizades e familiar, mas tudo é disfuncional na sua realidade e não existe ninguém com quem ele possa relatar.

Nesse limbo de adolescência e vida adulta, Rei encontra um grupo de irmãs que vive uma vida simples e cotidiana. Não há grandes conflitos entre elas, que apenas se reúnem numa mesa enquanto comem e conversam sobre o dia delas. É algo que qualquer pessoa comum poderia se identificar, mas Rei nunca viveu uma vida simples assim. E aquilo o traz para uma realidade com quem ele pode se relacionar e ter bons momentos, como um adolescente qualquer.

3-gatsu com certeza vai ser o preferido de muita gente dessa temporada e espero que o anime consiga lidar bem com os temas do mangá e a carga emocional que isso implica.

Flip Flappers

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Estúdio: Studio 3Hz
Direção: Oshiyama Kiyotaka
Roteiro: Ayana Yuniko
Número de episódios: Indefinido
Cocona e Papika aventuram-se em uma fantasiosa dimensão chamada “Pure Illusion”, procurando por misteriosos cristais que podem fazer desejos se tornar realidade. Quando as duas garotas enfrentam perigos, os cristais lhes dão o poder de se transformar.

Dimentioluc

A minha estreia preferida da temporada. Flip Flappers não precisou de muitas falas ou explicações para conquistar minha atenção e fazer os minutos passarem voando enquanto assistia ao episódio. Um mundo colorido e vibrante, personagens transbordando de carisma e um sentimento de descoberta e imersão foram o suficiente para o destacar entre os vários anime dessa temporada.

O roteiro de Yuniko Ayana, yuri obaa-chan (a vovó do yuri) como ela se define, no primeiro episódio focou-se em nos apresentar o mundo mágico e misterioso à la Alice no País das Maravilhas, e estabelecer a relação entre as personagens, assim como demonstrar suas diferenças. Cocona sendo uma garota apreensiva quanto à realidade e o futuro e Papika uma menina “livre” e extremamente impulsiva.

Pela abertura e alguns detalhes do primeiro episódio, a história deve ter um roteiro mais sério e misterioso a ser apresentado, mas ainda mantendo sua estética de conto de fadas e o foco no desenvolvimento de Cocona gerado pelo seu encontro com Papika.

A animação é um aspecto de destaque, com muitas cenas belíssimas tanto nos momentos importantes, com ação over the top e efeitos chamativos, quanto nos pequenos detalhes, a forma com que o robô ou os animais se movem por exemplo. O staff de animação é muito bom e contou no primeiro episódio com nomes renomados como Keiichiro Watanabe, Hakuyu Go, dentre outros, e foi comandado por Takashi Kojima. Imagino que o nível será mantido por saber que já três episódios foram exibidos ao público num evento pré-estreia e que a série continue com um padrão consistente ao do primeiro episódio.

Raizon

Esse é meu anime mais esperado do ano. Desde abril, quando assisti ao primeiro pv e pensei “isso parece incrível”. E após assistir o primeiro episódio não estou nenhum pouco decepcionado. Esse anime, até então, é basicamente um sonho.

Animação excelente, personagens cativantes, um roteiro eficiente e sutil, sem muita exposição. De fato, o trabalho conjunto entre roteiro e direção no primeiro episódio foi excelente. A história não é contada somente por palavras e diálogos, mas também por gestos. Um olhar de Cocona é o suficiente para passar a mensagem para Papika. Isso é ainda mais importante considerando que a relação das duas parece ser o ponto mais importante do anime.

O anime segue uma fórmula básica “boy meets girl”, ou devemos dizer no caso “girl meets girl”. Qualquer subtexto yuri sendo intencional, como já confirmado pelo diretor. Além do roteiro escrito por Ayana Yunico, uma fangirl admitida do gênero que inclusive possui uma coluna em uma revista dedicada a ele. Se Yuri!!! é o anime obrigatório para fãs de yaoi na temporada, Flip Flappers é obrigatório para fãs de yuri.

Mas apesar da fórmula básica, a execução é diferente o suficiente. Diversos simbolismos e metáforas com contos de fadas, livros ou mitologias podem sem encontrados no primeiro episódio. Se serão somente estética ou teremos mais referência no conteúdo da história ainda precisamos esperar para ver, já que ainda não fomos apresentados aos elementos dela.

Mas no fim, a verdade é que Flip Flappers tem todos os elementos que eu gosto em um anime: história focada no relacionamento de duas garotas que saem juntas em aventuras, um visual colorido e designs bonitos. Além disso, possui uma trilha sonora cativante. Se a qualidade do primeiro episódio se manter, provavelmente o verei não só como o melhor anime da temporada mas do ano.

Udon no Kuni no Kiniro Kemari

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Estúdio: LIDENFILMS
Direção: Ibata Yoshihide
Roteiro: Takahashi Natsuko
Número de episódios: 12
Souta Tawara deveria ter herdado o tradicional restaurante de udon da sua família, mas decide se mudar para Tóquio e começar uma nova vida. No entanto, com a morte do seu pai, ele decide voltar e se depara com um estranho garoto chamado Poko. É assim que começa a aventura entre os dois ao mesmo tempo que Souta recupera a sua paixão por udon.

Dimentioluc

Barakamon Meets Amaama to Inazuma.

É mais um anime seguindo a fórmula do “pai” solteiro cuidando de uma criança, mas lembra Barakamon ao aliar isso com uma história de harmonia com o interior e dar valor às pequenas coisas do cotidiano e etc.

O primeiro episódio foi divertido, mas não muito diferente de outros anime do tipo. Criando uma identidade própria pode melhorar, mas espero que a história do restaurante e udon presentes em segundo plano no começo consigam se integrar direito ao resto da história, algo que acho que não ocorreu em Amaama to Inazuma.

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Udon no Kuni é um anime que parece surgir de uma nova tradição de animes no qual uma figura paterna tenta cuidar de uma criança. E dificilmente você vai achar algum deles rum se tiver um pouco de calor no seu coração.

O protagonista aqui, Souta, lembra muito o Handa de Barakamon na sua jornada de autoconhecimento e redescoberta de um sentimento que fora enterrado pelas preocupações da vida adulta numa cidade grande. É um arco bem interessante de se acompanhar pela carga emocional que evoca, por mais simples que seja aquela história. Assim como a relação dele com o garotinho, que serve como catalisador de sua infância e tudo que ele viveu naquela pequena cidade, tal como seus antigos sonhos, que se perderam por receio de aceitação social e fizeram com que ele seguisse uma vida de arrependimentos. Agora ele precisa correr atrás da vida que a sua versão criança sempre imaginou ter, enquanto aprende a cuidar de outra.

O anime tem um toque de sobrenatural que parece ser pouco relevante para o enredo, mas ainda é cedo para afirmar. De qualquer forma, o anime é bom o suficiente pelo que apresentou até agora e é uma das minhas apostas para essa temporada.

Drifters

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Estúdio: Hoods Drifters Studio
Direção: Suzuki Kenichi
Roteiro: Kuroda YousukeKurata Hideyuki
Número de episódios: Indefinido
Figuras históricas de diferentes países são teleportados para um mundo medieval e se unem para uma grande batalha.

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Do mesmo autor de Helling, Drifters mistura muita ação, sangue e humor com personagens históricos num mundo medieval fantástico. Não dá pra dizer muito sobre o rumo da série pelo começo, mas com certeza deu pra ver que seu apelo é o mesmo de Hellsing, o que é bom e ruim ao mesmo tempo. Pelo que a obra se propõe a ser, não é um problema ser apenas um anime de ação desenfreada, mas também é difícil se importar tanto com o enredo caso seja só isso. Os personagens não são tão interessantes, embora a dinâmica entre eles por serem de eras distintas seja interessante.

A direção de Drifters é um dos pontos altos, com Suzuki Kenichi, um dos principais diretores do anime de Jojo’s Bizarre Adventure, preservando muito da estética escura e suja do mangá, assim como o dinamismo nas cenas de ação. A animação não chega a ser um ponto destacável, mas não falha também. As doses de humor ajudam a criar um clima mais descontraído e alternam bem com as partes mais sérias.

Por hora, não posso apostar minhas fichas em Drifters e espero que os próximos consigam me surpreender.

Watashi ga Motete Dousunda

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Estúdio: LIDENFILMS
Direção: Ishiodori Hiroshi
Roteiro: Yokote Michiko
Número de episódios: Indefinido
Serinuma Kae é uma fujoshi acima do peso e nunca foi popular. Entretanto, quando seu personagem favorito de anime morre e ela entra em depressão profunda, uma garota esbelta surge. Agora, seu coração é disputado por um grupo de garotos populares.

Dimentioluc

Não sei dizer exatamente se esse anime quer ser só um harém otoge com uma fujoshi self insert ou uma história tirando sarro de harém otoge. O cast masculino do harém ser basicamente composto por personagens bem babacas é engraçado, mas o que me preocupa é o quanto disso é intencional e o quanto isso pode implicar na qualidade da história depois.

Tem algumas piadas boas e outras meio desnecessárias (a Yuu Kobayashi fazendo “voz de gorda”), mas não sei ao certo o que esperar da série. É para ser uma sátira ou um anime self insert?

Overkilledred

No velho estilo shoujo “a garota sem óculos é mais bonita”, Watashi ga Motete Dousunda eleva isso a outro nível ao demonstrar que uma garota acima do peso pode ser na verdade a garota perfeita quando emagrece.

É claro que isso é levado num tom cômico já que o processo dela emagrecer é devido à morte de seu personagem de anime favorito, então dá pra relevar um pouco. Mas é um tanto problemático como a série se desenvolve num harém, com garotos populares que antes ignoravam a personagem tendo um súbito interesse amoroso nela. Eu já lia o mangá, então posso afirmar que o rumo da série é um tanto repetitivo, com as situações sempre se desenrolando envolta de todos os garotos estarem correndo atrás da protagonista e cada um tendo um momento de demonstrar o seu afeto. Mas como o título do anime implica, a protagonista, uma fujoshi, tem mais interesse em garotos beijando outros garotos do que em corresponder aos seus sentimentos. Essa é a grande “trava de segurança” para que, mesmo embora seja evidente que todos gostem dele, não ocorra nenhum desenvolvimento romântico que acabe com o status quo daquela situação, ao mesmo tempo que gera muitas cenas cômicas.

O anime é essencialmente uma comédia e tem momentos bem engraçados, mas pode ser um tanto repetitivo e chato na sua fórmula. Talvez a trama evolua eventualmente para um típico romance, mas o anime provavelmente deve ser bem consistente com seu início.

Gi(a)rlish Number

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Estúdio: Diomedea
Direção: Ibata Shouta
Roteiro: Watari Wataru
Número de episódios: Indefinido
A dubladora novata Chitose Karasuma tem grandes ambições, mas seus papeis acabam sendo sempre pequenos. Mas ser dubladora não implica mais apenas em atuar como um personagem. É assim que ela, ao lado de outras dubladoras, irão explorar os novos lados da profissão.

Overkilledred

Numa certa tendência atual meta de animes sobre o backstage da produção dos próprios animes, como foi o caso de Shirobako e Sore ga Seiyuu!, Girlish Number retrata o mundo das seiyuus (dubladoras) e o que implica fazer parte da indústria de animes hoje em dia. Não basta apenas ter uma boa voz para ser uma seiyuu, ao menos não bem sucedida. É preciso participar de eventos e agradar uma enorme plateia de fãs, dançar e cantar, participar ou hostear um programa de rádio e promover o que quer que seja que você faça parte, além de basicamente ser a figura real que represente o personagem fictício dublado.  O anime traz todo esse lado da profissão com um toque de cinismo típico do seu roteirista, Watari Wataru, autor de Oregairu, com suas personagens se mostrando indiferentes ou questionando essas novas tendências, assim como a indústria em si.

A protagonista, Chitose, é uma novata na área com apenas papeis pequenos, e traz humor com sua arrogância e prepotência em querer subir rápido na carreira. E o anime provavelmente deve seguir esse rumo num comentário sobre a indústria atual. Num mercado saturado, com cada vez mais novatas, há sempre formas de conseguir reconhecimento imediato, como embarcar no sucesso de um anime aclamado pelo público. Ou até mesmo com muito apelo ao público otaku, como é o caso de animes sobre idols, com a popularidade das personagens refletindo nas seiyuus e criando um híbrido de “seiyuu-idol”, o que parece ser um dos focos do anime.

O anime ilustra bem seu ponto sobre seiyuus e como elas vivem de novas tendências ditadas pela indústria que, independente de aceitarem ou não, é uma parte inseparável da profissão. Como entusiasta de seiyuus, o anime me agradou bastante e é provavelmente a melhor comédia da temporada. Com personagens carismáticas e um realismo cínico sobre a indústria de animes e seu funcionamento, Girlish Number tem potencial pra ser um dos melhores animes do ano.

Dimentioluc

Escrito por Watari Wataru, autor de Oregairu, Girlish Number é uma comédia ácida e até autodepreciativa sobre a indústria animanga japonesa com personagens não exatamente admiráveis, mas ainda assim estranhamente cativantes.

É similar ao anime Sore ga Seiyuu em alguns aspectos. Temos seiyuu de protagonistas e uma visão realista e fria da indústria. O diferencial é mesmo sua pitada de cinismo e crítica, com comentários como “essa Light Novel só vende pela arte” partindo diretamente da boca das dubladoras bishoujo da série.

Recomendo bastante para fãs do autor, interessados em seiyuu ou até mesmo só para quem curta gaps de personalidade com meninas moe não sendo exatamente apenas fofura e inocência (e, sim, esse é um excelente atrativo!).

Digimon Universe: Appli Monsters

Estúdio: Toei Animation
Direção: Gou Koga
Roteiro: Yoichi Kato
Número de episódios: Indefinido
O mundo é dominado por aplicativos de celular e novos Digimons surgem desse espaço digital, os chamados Appmons. Mas um vírus pode colocar em risco o mundo humano e precisa ser detido.

Dimentioluc

Apesar da popularidade da franquia entre fãs mais velhos (sobretudo no ocidente), Digimon perdeu ao longo dos anos seu espaço entre o público infantil no seu país de origem. Appli Monsters tenta reinventar a série e retomar a atenção das crianças japonesas, com smartphones, idols e até youtubers sendo temas de destaque. Yoichi Kato, dos sucessos infantis Aikatsu e Youkai Watch, é o escritor geral da série e sua influência é visível. A estrutura dos primeiros episódios, episódica e cômica, é bastante parecida com a de Youkai, basicamente substituindo os monstros da série pelos Appmon – os novos Digimon.

É uma ideia interessante usar Digimon num contexto mais próximo de seu público alvo e fugir da mesmice, mas que precisa se desenvolver mais para não ser apenas um clone de uma franquia maior.

Raizon

Desde Tamers, toda série de Digimon que acompanho tem sido uma decepção. Por isso é difícil falar sobre sabendo que tudo que elogio pode acabar desabando nos próximos episódios. Afinal, é só o primeiro de algo que provavelmente terá cerca de 50. Esse primeiro sozinho, porém, já deu uma impressão melhor que as últimas séries inteiras.

Utilizar smartphones ao invés de computadores foi uma boa ideia, considerando que muita gente hoje praticamente só utiliza eles. E os digimons agora são chamados de appmons. É algo que especialmente faz sentido no Japão, onde o uso de smartphone supera em grande número o de outros equipamentos eletrônicos, com a maioria dos japoneses nem mesmo sabendo como utilizar um computador. Os design são diferentes o suficiente das séries passadas que nos dá a impressão de algo fresco. O digimon principal não é uma cópia de algum digimon famoso novamente. Como no Savers, por exemplo, que era literalmente o mesmo Agumon da primeira série. Mas o que mais me deu esperança na série é o protagonista. As séries passadas, Savers e Xros Wars, sofriam de um protagonismo muito forte que fazia a história ignorar os personagens secundários. O conceito de uma equipe sempre foi um ponto forte de Digimon, e era triste ver isso jogado fora.

Mas agora o protagonista possui a personalidade de “eu não sou como um protagonista”. Isso não só deixa ele mais fácil de o público se identificar, como provavelmente vai dar espaço para desenvolver os outros personagens. Já que agora ele não é um herói perfeito que consegue fazer tudo sozinho.

Mahou Shoujo Ikusei Keikaku

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Estúdio: Lerche
Direção: Hashimoto Hiroyuki
Roteiro: Yoshioka Takao
Número de episódios: Indefinido
Koyuki Himekawa realiza seu sonho de se tornar uma garota mágica após ser selecionada através de um jogo de celular popular. Porém, acaba no meio de uma competição para decidir quais garotas mágicas poderão manter seus poderes. E a punição para aquelas que perderem é…

Raizon

Mais um da onda de “mahou shoujo dark” que virou moda após o sucesso de Madoka. E, assim como praticamente todos os outros, ele parece não entender o que exatamente fez de Madoka um sucesso.

Dizer que é um anime dark pode ser spoiler, já que os dois primeiros episódios funcionam como uma história de mahou shoujo comum, embora não convencional. Porém, considerando que a primeira cena do primeiro episódio é uma personagem no meio de corpos cheios de sangue, eu não sei o quanto estão tentando esconder a natureza da história. Ou é como se dissessem: “ei, se você continuar, vai ser recompensado com essa carnificina no futuro”.

Mas se você pesquisou o mínimo sobre o anime, já deve ter lido que é um “battle royale de mahou shoujo”, e se você acompanha animes faz algum tempo, já deve ter notado que battle royale de qualquer coisa raramente dá certo. Afinal, os escritores parecem não entender que o atrativo dessas histórias é o drama dos personagens ao invés das mortes.

Devo admitir, porém, que o anime toma tempo desenvolvendo suas personagens, já que a primeira casualidade foi acontecer no final do segundo episódio, o que é um intervalo considerável (embora estivesse cheio de death flags). Mas isso não muda o fato que não faz sentido. A cena aconteceu do nada e não parece ser a solução para um problema maior, como em outras obras, mas só “dark por ser dark”. Claro que talvez haja alguma revelação no futuro que fará isso fazer sentido, apesar do anime não ter dado nenhuma pista de que algo assim existe. Mas não sei se vale a pena acompanhar até lá para descobrir.

Long Riders

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Estúdio: Actas
Direção: Yoshihara Tatsuya
Roteiro: Takahashi Natsuko
Número de episódios: Indefinido
Ami Kurata é uma jovem universitária sem interesses ou hobbies, mas que ao ver uma bicicleta dobrável decide se dedicar ao ciclismo. Ao lado de muitas amigas, a história seguirá as descobertas de Ami sobre sua nova paixão.

Dimentioluc

É mais um anime de esportes formado por um cast de meninas e doses de yuri innuendo, algo que particularmente gosto bastante.

O primeiro episódio de Long Riders não é exatamente marcante. As personagens não se destacam muito (o maior destaque é que por um milagre elas estão na universidade e não no ensino médio) e a produção nem se compara com a do outro anime atual do estúdio Actas (Regalia), tendo um CGI medíocre para as cenas de ciclismo – que deveriam ser o ponto forte da série. Não achei exatamente ruim, mas é passável demais a não ser que você goste de outros animes do tipo e só queira algo similar, mesmo que claramente inferior (o meu caso).

Shakunetsu no Takkyuu Musume

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Estúdio: Kinema Citrus
Direção: Irie Yasuhiro
Roteiro: Kurata Hideyuki
Número de episódios: Indefinido
O anime segue um grupo de garotas na sua jornada pelo ping  pong no ensino fundamental.

Dimentioluc

Saki de ping pong? Saki de ping pong.

Takkyuu Musume foi a minha maior surpresa da temporada talvez. Esperava muito mais ecchi que esporte ou relacionamentos interessantes entre as personagens, mas é justamente o contrário.

Pela abertura o anime já se apresenta bem: é uma história quente sobre tênis de mesa com rivalidades, personagens exageradas e efeitos dramáticos para as jogadas.

O cast é interessante no geral com vários arquétipos do gênero, mas que funcionam bem: a protagonista genial, a amiga rival, a senpai, etc. As rivais ainda não apareceram, mas pela cena inicial e as imagens da OP eu espero que sigam o estilo de Saki mesmo, com uma boa dose de caracterização e playstyles diferentes para cada oponente. Algo que me incomoda um pouco são os designs tentando demais marcar a personalidade de cada uma (para que uma presilha de osso na Koyori). Podia ser mais sutil.

Raizon

Minhas expectativas para Shakunetsu no Takkyuu Musume vinham do fato que eu o via sendo chamado de “Saki de Ping Pong”. Ou seja, eram altas, pois a ideia de colocar os conceitos de Saki em qualquer esporte é no mínimo interessante.

Para ser sincero, não sei se uma partida de ping pong conseguirá ser emocionante (embora talvez seja mais fácil de acompanhar que uma de mahjong), e o primeiro episódio foca em mostrar as personagens. Agari e Koyori são co-protagonistas e, sinceramente, por enquanto as duas únicas que parecem interessantes. Porém, podem ser interessantes o suficiente para levar o anime todo sozinhas, se outras personagens não se destacarem posteriormente. Agari sendo a mais curiosa, por ter começado a jogar não por amor ao esporte, mas pela atenção que recebe, enquanto Koyori…bom, Koyori é fofa.

Não dá para se ter uma boa ideia de como o anime será enquanto não chegarmos em episódios com partidas sérias, ou posso cometer o mesmo engano que cometi no começo de Girls und Panzer, achando que era um anime medíocre, mas que melhorou bastante após começar o torneio.

Shakunetsu no Takkyuu Musume porém chama atenção já pelo char design diferente e uma animação agradável. Cenários coloridos e uma abertura no mínimo viciante. O que poderiam pegar leve nos próximos episódios é nas piadas de peito da Munemune. Afinal, o próprio nome dela é a piada (mune significa peito em japonês).

Stella no Mahou

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Estúdio: Silver Link.
Direção: Kawatsura Shinya
Roteiro: Shimo Fumihiko
Número de episódios: 12
As desventuras de um clube escolar de desenvolvimento de jogos doujins.

Dimentioluc

Anime da Silver Link baseado num mangá da Manga Time Kirara. Você basicamente sabe o que esperar apenas por isso e é isso que você vai receber, um slice of life super colorido e fofo com bastante moe e humor.

Stella no Mahou não é muito diferente dos outros títulos da revista e, ao usar videogame de tema, vai inevitavelmente ser comparado a New Game – que me parece um mangá melhor no geral.

Particularmente, não é muito inovador, mas gosto da fórmula e não me importo de assistir quase tudo que a use. Esse é um caso de aposta segura. Se gostar de outros anime do tipo, ao menos ver o primeiro episódio já vale. Caso não, passe longe.

Touken Ranbu Hanamaru

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Estúdio: Doga Kobo
Direção: Naoya Takashi
Roteiro: Sugiura Pierre
Número de episódios: 12
Baseado no famoso jogo de cartas para browser, Touken Ranbu segue a vida de um grupo de garotos, conhecidos como Touken Danshi, e sua missão de proteger a história como conhecemos.

Dimentioluc

Assisti mais por ser feito pela Doga Kobo que por qualquer outro motivo, já que gosto bastante do estúdio. É basicamente um anime fanservice para fãs do jogo de celular poderem ver seus bishounen animados e fazendo coisas fofas. É tão focado nessa fanbase que o anime nem faz muita questão de apresentar propriamente os personagens de seu cast enorme, colocando apenas introduções curtas com o nome do lado de cada um. É realmente o Kancolle fujoshi.

O interessante para alguém vindo “de fora” é como usam a história japonesa, com os heróis viajando no tempo para lutar durante eventos marcantes do país. As lutas também são boas com animações bem feitas e um bom dinamismo. Os inimigos poderiam ser mais perigosos porém, já que não passam senso de perigo nenhum. Bom para quem quiser se distrair com algo bem light e bishies.

Idol Memories

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Estúdio: Seven Arcs
Direção: Kikuchi Katsuya
Roteiro: Oonogi Hiroshi
Número de episódios: Indefinido
Num futuro distante, no qual a realidade virtual predomina, umas das grandes atrações por lá são os shows de idols, que competem pela posição de número um.

Dimentioluc

Basicamente nem parece pronto e foi ruim o suficiente para eu não ter ideia se é para durar 13 minutos mesmo ou só não terminaram a tempo.

Considerando a quantidade de séries (boas) de idol, só continuarei vendo para entender o porquê da existência disso.

Soushin Shoujo Matoi

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Estúdio: White Fox
Direção: Sakoi Masayuki
Roteiro: Kuroda Yousuke
Número de episódios: 12
Matoi Sumeragi é uma garota comum retomando os laços perdidos com seu pai, com quem não conviveu por anos após o desaparecimento de sua mãe, e deseja apenas viver uma vida comum. Ela só não esperava ganhar poderes mágicos e a missão de enfrentar espíritos malignos…

Dimentioluc

Anime original da Whitefox, um character design bonito e expectativa de um roteiro mais simples para um mahou shoujo, indo na contramão dos títulos darks atuais do gênero. Assisti Matoi com boas expectativas e terminei o episódio decepcionado.

Pelo primeiro episódio, a história não parece ser muito diferente de outros anime do tipo e os personagens tediosos não ajudam a criar interesse no que está acontecendo. Temos uma protagonista comum sem traços fortes, um pai trabalhador comum e ligeiramente ausente, uma super detetive e adultos filler. Se for pra elogiar alguém… a amiga da heroína parecia divertida, eu acho.

Matoi parece uma confusão de ideias que não mesclam bem: com cenas realistas mais sérias, fanservice ecchi desnecessário e um humor estranho. Acho que o gimmick da série é focar no relacionamento pai e filha dos personagens ou ficar colocando a menina principal em situações cômicas ou, quem sabe, uma relação incestuosa – o que não é exatamente algo que me interesse.

ClassicaLoid

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Estúdio: Sunrise
Direção: Fujita Yoichi
Roteiro: Matsubara ShuuAsakawa MiyaSakaki IchirouKogure KyouKida TsuyoshiTsuchiya Michihiro
Número de episódios: Indefinido
Grandes nomes da música surgem nos dias atuais, agora conhecidos como “ClassicaLoids”, e com estranhos poderes através das músicas que tocam.

Overkilledred

Para um anime com uma premissa tão original, ClassicaLoid é com certeza uma decepção com seus personagens sem graça e seu humor sem inspiração. O staff é basicamente o mesmo por trás do grande sucesso de 2015 Osomatsu-kun e isso foi claro pra mim porque também não consegui gostar dele e seu humor. Tanto os personagens normais quanto o Beethoven e o Mozart não conseguiram se destacar num roteiro fraco e caracterizações um tanto aleatórias para efeito cômico, que causam mais estranhamento do que humor. A animação tem seus pontos altos, principalmente a parte final, mas o resto é tão genérico que não carrega o anime.

Talvez se você for fã do Tomokazu Sugita, dublador do icônico Gintoki de Gintama e seus berros, e que faz o Beethoven aqui, o anime te agrade por evocar muito esse humor. Ou até se você gostou de Osomatsu. Qualquer que seja o caso, ClassicaLoid não é meu tipo de série e nem de humor, então provavelmente passarei longe dele daqui pra frente.

Spin-offs/Sequências

WWW.Working!!

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Estúdio: A-1 Pictures
Direção: Kamakura Yumi
Roteiro: Takao Yoshioka
Número de episódios: 13
Uma nova turma de personagens agora toma conta do restaurante Wagnaria, mas com o humor tradicional da série.

Overkilledred

Não tem muito o que falar sobre ele. Se você gostou das temporadas anteriores, provavelmente vai continuar gostando. Os personagens novos são divertidos e as situações e relacionamentos são os típicos da série. Meu único problema é como essa temporada parece ir num ritmo mais acelerado levando em conta que o público já é familiar com a série, mesmo embora sejam novos personagens. Não é um problema grave, porque de fato é amenizado pela familiaridade com as temporadas passadas, mas isso pode atrapalhar o desenvolvimento dos personagens futuramente. Espero que mantenha um ritmo melhor nos episódios seguintes.

Dimentioluc

Mais uma temporada, mais um Working. Dessa vez não é uma continuação direta, já que a história passada já se resolveu, mas sim um spin off ambientado no mesmo universo e seguindo a mesma fórmula da passada: o dia a dia dos excêntricos trabalhadores do restaurante Wagnaria, com muito humor e uma dose de romance.

O humor de WWW me parece um pouco mais ácido do que o da série normal, com as personagens femininas sendo muito mais irônicas e ativas. Até dá para dizer que são versões inversas dos personagens originais, com alguns exemplos bem claros, como a confiante Miyakoshi assumindo o papel da apreensiva Inami e a sádica Kamakura tomando o lugar da gentil Yachiyo.

As piadas e o clima não mudam muito porém. Quem gosta de Working deve se divertir com o novo anime. A maior dúvida que tenho é se WWW.Working conseguirá criar uma identidade própria.

Lostorage Incited WIXOSS

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Estúdio: J.C.Staff
Direção: Sakurabi Katsushi
Roteiro: Tsuchiya Michihiro
Número de episódios: Indefinido
“Nós seremos amigas para sempre!”, foi como Homura Suzuko se despediu de sua melhor amiga Morikawa Chinatsu antes de mudar de cidade. Anos depois, de volta a sua cidade natal, ela tenta encontrar Chinatsu novamente, mas acaba se envolvendo em um jogo sádico no qual o que está em jogo são as próprias memórias que deseja tanto proteger.

Raizon

O motivo de eu gostar de wixoss é um mistério que nem eu mesmo entendo. Tenho diversos motivos para odiar cada momento disso, mas eu gosto. Lostorage conta com um novo roteirista, o que geralmente é motivo de preocupação. Porém, considerando que a Mari Okada é uma escritora que consegue sabotar seus roteiros mais do que acertar, talvez haja espaço para melhorar.

O primeiro episódio conseguiu capturar bem a atmosfera da série original, tanto nas qualidades quanto nos defeitos. De fato, é difícil notar por enquanto a mudança de roteirista. O jogo ainda não faz sentido algum, mas a série sempre teve um foco maior em emoções do que lógica de todo modo. Dessa vez, porém, o roteiro é mais honesto, deixando claro desde o começo o que está em jogo.

Se tem uma coisa que me deixa apreensivo nessa nova série é a inclusão de selectors (os jogadores) masculinos. A série antiga contava com diversas personagens desequilibradas e sem escrúpulos algum de abusar outras, seja psicologicamente ou fisicamente. Era perturbador por si só, mas isso pode tomar um rumo mais problemático se personagens masculinos tiverem a mesma atitude com personagens femininas. Principalmente em uma história que lida com reescrever memórias. Nada desse tipo acontece no primeiro episódio, porém. O primeiro selector é obviamente um canalha, mas é somente um covarde. Considerando que as Lrig (as cartas) dessa vez são criadas baseadas em seus selectors, é provável que os dramas sejam mais internos e pessoais.

Só resta esperar e ver se essa nova temporada manterá o mesmo nível das anteriores. E ainda não tenho certeza se isso é algo bom ou não.

ViVid Strike!

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Estúdio: Seven Arcs
Direção: Nishimura Junji
Roteiro: Shimo Fumihiko
Número de episódios: Indefinido
Parte do universo da série “Mahou Shoujo Lyrical Nanoha”, Vivid Strike conta a história de Fuuka Reventon, uma jovem órfã sem teto que vive de bicos e que se envolve em muitos problemas devido ao seu pavio curto. Um dia, após uma briga de rua, é convidada a se tornar uma lutadora juvenil. Com novas amigas e ambições, Fuuka agora deverá usar sua força para resolver pendências com seu passado.

Dimentioluc

Uma continuação não direta de Nanoha Vivid que retira o nome da antiga heroína do título, mas ainda foca em menininhas se batendo violentamente num mundo no qual a magia é mais usada em um MMA infantil do que em qualquer outra coisa.

Sim, Vivid Strike é realmente muito esquisito. A série ignora completamente o final cliffhanger da temporada passada e dá um timeskip que supera até os capítulos atuais do mangá de Nanoha Vivid, a fonte original. Não dá para entender bem o que o estúdio Seven Arcs quer com isso, ainda mais considerando que uma continuação direta da série passada está confirmada para o ano que vem.

Focando no conteúdo em si… É o mesmo da série anterior. Se você gostou desse rumo para a franquia é provável que goste dessa, embora o roteiro seja uma repetição do passado, só trocando Vivio e Einhart pelas novas protagonistas Fuuka e Rinne. Se Vivid não foi exatamente algo que gostou, Strike é provável que incomode ainda mais.

Particularmente não vejo muito apelo nessa fórmula nova e espero muito mais do terceiro filme de Nanoha do que desse spin off bizarro e genérico.

Brave Witches

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Estúdio: Silver Link.
Direção: Takamura Kazuhiro
Roteiro: Striker Unit
Número de episódios: Indefinido
Em 1939, uma forma alienígena desconhecida conhecida como Neuroi invadiu a Terra e começou um ataque à humanidade. As únicas capazes de defender a Terra são jovens bruxas, equipadas com propulsores chamados Strike Units. Uma jovem bruxa chamada Hikari sonha em lutar ao lado da irmã, mas sua falta de habilidade faz isso parecer um sonho impossível.

Raizon

Acho que o ponto mais importante e decepcionante de Brave Witches deve ser o primeiro a ser levantado: as batalhas são em CGI.

Não que tenha tido muita batalha no primeiro episódio, mas mesmo na abertura está em CGI. E não um CGI muito bem feito, por sinal. Provavelmente pior que o usado em Kantai Collection. É uma escolha curiosa. Brave Witches é quase garantido um sucesso em vendas. Os OVAs de Strike Witches venderam muito bem e as pre-order já estão boas. Em comparação, o outro anime que a Silver Link está fazendo sem muita chance de sucesso comercial parece ter uma animação mais bonita (embora é um slice of life, então é difícil comparar). Talvez os produtores viram o sucesso de KanColle e pensaram: “Olha, vendeu bem daquele jeito mesmo. Vamos fazer igual”.

Quanto ao episódio em si, se já conhece Strike Witches, não há muito o que falar. Foi basicamente como o primeiro episódio em que Miyafuji encontra Mio. Embora dessa vez quem vem buscar a protagonista é sua irmã, que já está no exército. Pelo clima do primeiro episódio, não parece que será muito diferente. Então é uma aposta segura para quem gostou da série antiga.

Uma coisa curiosa é que após elevar ao máximo o fanservice na segunda temporada de Strike Witches, ele parece diminuir cada vez mais nos títulos posteriores. E isso continua em Brave Witches onde a cena mais descarada de fanservice foi uma cena de banho. Fora isso, a mentalidade parece ser “elas já não usam calça, não precisamos forçar mais”. De forma que provavelmente ninguém chamaria de um anime fanservice se as personagens começassem a usar roupas normais.

Mobile Suit Gundam: Tekketsu no Orphans 2nd Season

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Estúdio: Sunrise
Direção: Nagai Tatsuyuki
Roteiro: Okada Mari
Número de episódios: 25
Após o sucesso da operação em Arbrau, a Tekkadan cresce e se torna uma organização poderosa, desencadeando o aparecimento de novas milícias com crianças soldado e a retomada da produção de mobile suits. Agora, num mundo mais perigoso e em mudança, mais do que nunca a Tekkadan precisará de Mikazuki e seu Gundam Barbatos.

Dimentioluc

A segunda temporada de Mari Okundam começa de uma forma parecida com a primeira, voltando os heróis para Marte e os colocando numa situação desvantajosa no qual dependem de Mikazuki, o protagonista, e do poderoso Gundam Barbatos.

É o mal de quase toda continuação direta da franquia. A necessidade de repetir conceitos da primeira temporada ao mesmo tempo que precisam adicionar personagens novos para ocupar o espaço deixado pelos mortos da história anterior e, é claro, criar mais robôs para vender bonecos e produtos derivados.

Enfim, os pontos fortes e os fracos ainda parecem os mesmos em Tekketsu. De positivo, uma boa animação com mechas não CG e ideias interessantes como “crianças soldado” e colonialismo. Negativamente existe um medo em alterar muito o status quo do enredo, com um possível twist abalando até um dos momentos mais marcantes da temporada passada, e a necessidade de melodramas expositivos e até invasivos.

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